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Bem vindos! Vamos interagir com vocês, amigos e amantes das boas vibrações da vida. Tudo em harmonia conosco. Você que visita o blog terá a oportunidade de conhecer minhas crônicas,textos e comentários de auto-estima e do nosso bem maior- a vida, além de adquirir dicas dos meus trabalhos artesanais.



segunda-feira, 23 de outubro de 2017

COMUNGANDO PENSAMENTOS - Socorro Santos






Impressionante como a gente comunga das mesmas ideias, pensamentos e sentimentos com outras pessoas.
Outro dia, eu me olhei, eu me vi respondendo, se não com as mesmas palavras, mas com o mesmo espírito, a uma entrevista da Escritora, Atriz, Produtora e muito mais, Bruna Lombardi, num programa de TV.
Observei que as respostas dela, seriam as mesmas que eu daria, se fosse eu a entrevistada. Aqui eu me desnudo de modéstia.
Bruna Lombardi tem uma visão de vida, de mundo, especial, porque plena e sem o alarde da verdade absoluta. Ela fala com a alma, sem, contudo, desviar da nossa condição de ser humano vulnerável aos intempestivos fenômenos da vida terrestre. Ela responde e consegue ser clara e concisa, ao tempo em que condiciona seu jeito de ser, com a expectativa daqueles que procuram respostas para as suas indagações e inquietações. Eu me colocando nessa condição.
A Bruna, como muitos outros que admiro e sou leitora voraz e ouvinte obstinado, são para mim mais do que referências, representam respostas transpiradas e pensamentos ideais, visto que o cerne das suas abordagens é a vida plena, a felicidade, o conforto do viver, sem sabotar o livre pensar e o arbítrio das escolhas.
Sabem, afinal, a causa da minha “brunagem”? Ontem fui abordada por um amigo que me fez a seguinte indagação: - O que você acha do momento atual do Brasil? Eu respondi: - Está agitado, turbulento, com incertezas, inquietações, tristezas, desencontros e vulnerabilidades. Arrematei lembrando a Bruna, quando citou em seu livro “Jogo da Felicidade ”-“Às vezes, é só um mau pedaço de um bom caminho”. Meu amigo sorriu, admirado.
É por isso que gosto, aqui em casa, de dizer: - estou “brunando”, ou seja, estou sendo feliz e com certeza, lendo um livro ou ouvindo uma boa música e certamente executando meus trabalhos artesanais, minhas artes, pintando uma tela ou simplesmente pensando sobre tudo isso.

Seu nome Bruna, virou um verbo para mim. Vamos brunar? Vamos ser felizes? Esse é meu jeito de ser. Vem comigo. 

A ROUPA FAZ A DIFERENÇA- Socorro Santos







Escancarei uma gargalhada de surpresa, de vergonha, pasmem!
Fiquei mesmo morrendo de vergonha numa solenidade de comemoração, com entrega de títulos, tudo muito rigorosamente organizado, com todos aqueles senhores em trajes elegantes: a festa, o traje pedido foi passeio completo e muitos estavam de smoking.
O pior aconteceu foi quando uma autoridade foi chamada e eis que aparece aquela figura vestida de jeans e camisa comum.
A cena ficou deprimente e vexatória. Todos se olharam e no salão surgiu um OOOOOH!Que pena! Foi o primeiro a ser homenageado e a receber aquele título! Um diploma emoldurado, bem produzido e requintado, apropriado para o evento.
Eu indago: Com que cara e coragem aquela autoridade ficou ali, recebendo aquele título?
Penso que a sua falta teria sido menos notada, do que aquela presença desfocada dos demais homenageados.
Penso igualmente: Cadê as Assessorias, os Secretários, os ajudantes de ordem que prontamente deveriam ter avisado e prevenido para onde e “com que roupa eu vou”.
Penso também: Quer aparecer se fazendo passar por uma pessoa comum; ou desvalorizar o evento? Ou... Muitos outros pensamentos.
Será que ela (autoridade) dormiu sossegada naquela noite? Ou simplesmente riu muito, de todos aqueles elegantemente vestidos que ao final saíram com suas elegantes senhoras para dançarem a valsa dos homenageados?
Durante o ensejo da valsa, essa autoridade e também homenageada procurou o “caminho de onde veio” e escapou de “fininho” para o sossego de todos os que permaneceram na festa.

E como indagar faz bem. Eu indago o seguinte: A roupa faz  a diferença? A pessoa, no caso a autoridade, faz a diferença? Assim é meu jeito de viver. Assim é meu jeito de ser. E se não fosse?

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

O REENCONTRO por Socorro Santos



O Reencontro não se pode imaginar... programar, talvez...olvidar ou duvidar que é um acontecimento especial e extraordinário, em nossas vidas, não é o caso.
Sentir que o sonho é real... que o momento é mágico...que é prova contundente de ser do ser humano, do qual foi formado... que é único e rápido, que é o reconhecimento, silencioso, quem sabe, de almas, de um gesto, olhar ou palavras...
Sem dúvida acontece de forma inusitada, de vários jeitos, unindo almas por obra divina, provando que se assim não fosse a vida não teria nenhum sentido, pois os reencontros é um presente do céu para os que assim pensam e sabem o valor sentimental.
Lembrar de reencontro  é lembrar de quando eu me reencontrei com aquele que se tornou o grande amor da minha vida. Aquela praça, aquela árvore, numa cidade tão grande, próximo de uma Igreja, quando reencontrei aquele rapaz que já o conhecia, pouco, o suficiente para pegar em sua mão e perguntar: “menino, o que estás fazendo aqui?” Exaltada com a surpresa, olhamos um para o outro, e ali naquele momento criamos um elo, uma energia diferente, uma magia, um encanto, que só mais tarde, quase um ano depois, estávamos apaixonados e vivemos esse amor até hoje e viveremos até a eternidade.
Feliz, hoje, em me reencontrar neste texto e dizer que o Universo conspirou em nosso favor, pois naquela mesma praça, naquela Igreja, casamos.  Vieram os filhos, e um deles, reproduzindo o nosso reencontro, também se casou naquela Igreja.
Posso imaginar tão indelével foi nosso reencontro, daí acreditar que ele é mesmo fruto do Divino, porque frutificou e fez surgir o gigante adormecido – o amor –de dentro de nós. E foi o início de tudo...
Pensar que foi um reencontro, o tocar de mãos que já se conheciam, de um sentimento único, pleno, encantador e profundo, porque guardado estava em nossas almas.
O reencontro atrai ou repele a busca de amores dispersos, andantes, perdidos, às vezes. Busca inclusive os desencontros em tempos escondidos pela memória, sacrificando muitas vezes os desejos, as vontades, os encantos e os sonhos.

O reencontro, pela sua magia, surge até de desencontros dos tempos vividos e perdidos, até de momentos de muito querer ter e não mais poder. Surge em sonhos, em viagens, em livros, de histórias e de poesia. Surge de um simples jeito de ser. Esse é meu jeito de ser. Reencontrando para encontrar caminhos. Vem comigo!

MEU RAIO X por Socorro Santos



 Fui comtemplada com duas páginas de uma conceituada revista,TOP NEWS,de Teresina-PI, cujo Editor colocou seu foco em meu trabalho com artes.
A mim foi solicitado responder um extenso questionário, elaborado com esmero e variados assuntos.
Sentei confortavelmente a minha mesa de trabalho, e no meu caderno de rascunhos – ainda costumo fazer rascunhos-, comecei a escrever o meu perfil. Gostei muito, sem modéstia nenhuma- do que escrevi, e pensei: Vou inserir nos meus textos e crônicas que regularmente escrevo no meu blog. E ficou assim:

Maria do Socorro Santos dos Santos, natural de Passagem Franca , estado do Maranhão e piauiense de coração.
Bacharel em Filosofia pela Universidade Federal do Piaui, Pos graduada em Metodologia do Ensino Superior pela Pontificia Universidade Católica de Minas Gerais.
Desde muito criança já desenhava e pintava e com muitos aplausos dos meus professores.
Deixei acalentado esse talento por muitos anos devido a necessidade que tive de executar outras atividades.
Após ter realizado vários trabalhos, que de certa forma mexiam com a vaidade das pessoas, seus  encantos, seus  sonhos, como organizar e realizar eventos, também trabalhei com flores. Fui proprietária de uma floricultura onde tive a oportunidade de desenvolver um processo criativo para atender os sonhos dos clientes ao adquirir e mandar flores para alguém, bem como ambientar lugares com flores.
Foi com essa atividade, que meu sonho de expandir meus conhecimentos e minha tendência para as artes, se intensificou e o que tinha adormecido desde a infância aflorou e eu optei autocraticamente colocar em prática e realizar um trabalho com artes.
Fiz e faço curso de pintura em tela com a Mestra Josefina Gonçalves a quem deposito grande admiração e excelência no que faz.
Não me vejo inserida num estio definido nas artes, até porque fazer arte é fazer fluir de dentro para fora uma vontade, um sonho, um desejo de  fazer algo. Então é só começar. No meu caso, hoje, eu pinto tudo, desde uma folha caída no chão até um semblante de mulher.
Falando em mulher me refiro á maior e mais bela das artes criada por Deus.
Deus para mim é meu maior e mais admirado artista. Basta contemplar a beleza da natureza-, campo vasto para as artes-, para Tê-lo como pintor preferido.
Sou admiradora de todas as pessoas que fazem artes, daquele menino, jovem, ou senhor  de rua, que vivem pintando com os dedos, dos pintores com a boca, dos profissionais pintores. Alias, para mim é difícil definir arte só como profissão. Vejo a arte como inspiração pessoal capaz de conduzir o observador a adquirir um trabalho seu. Eu trabalho por paixão e por prazer de fazer. Primeiro eu satisfaço o meu querer, o meu sonho e o meu gosto para depois pensar se alguém gostaria de levar, de adquirir uma peça minha.
 Nas artes, eu penso, não se discute gosto. Aliás, gostar de algo é um sentimento muito pessoal e intransferível, portanto, indiscutível. “Gosto”, se aceita o outro, tanto quanto o nosso.
Uma obra de arte reflete aquilo que o observador procura, analisa e pesquisa, e Fernando Pessoa disse: “Arte consiste em fazer os outros sentirem o que nós sentimos”.
Assim, não me coloco nas artes nem como amador, nem por mero passatempo, nem como profissão.
Gosto de citar Leonardo da Vinci: Arte diz o indizível, exprime o inexprimível, traduz o intraduzível.
Nesse contexto me coloco como uma apaixonada. A paixão não se explica, vive-se.
Eu não defino o tempo para fazer um trabalho de pintura em tela, em madeira, em cerâmica ou uma peça de mosaico. O trabalho é que define o tempo que é necessário para executá-lo.
Meus trabalhos, minha produção são frutos do tempo que disponho para tal. Gandhi disse “que a arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte”. Se essa afirmação consiste em um estilo, esse é o meu preferido. E para completar, Carlos Drummond também disse sabiamente: “Ser feliz sem motivos é a mais autêntica forma de felicidade”.
Sonho de consumo, quem não os tem? O meu sonho, nesse momento, é abrir e instalar minha Galeria de Artes e Artesanato. Será um lugar, onde farei minha primeira exposição individual e também dos meus trabalhos artesanais. O artesanato é considerado a mais rica forma de arte porque é uma terapia, é amor, alegria, dom, é sustentação espiritual, relax, transformação. O artesanato é vida, é tudo de bom. É finalmente, escrever no tempo um poema sem palavras, é dizer: Fiz com amor.
Quando se fala em amor, se fala em arte e Nietzsche afirmou: “Que ela existe para que a realidade não nos destrua”.
Arte faz a gente escrever sem palavras como fez e ainda faz o Mestre dos Sonhos- Francisco Brennand.
Tive o privilégio há poucos meses, de conhecer a oficina Brennand, o mundo de Brennand, o museu a céu aberto de Brennand. Confesso que fiquei impressionada, até o ar que respiramos lá é um ar artístico, e tudo ali está escrito sem palavras - nas cerâmicas- ele escreve com cerâmica. Avistei uma placa na entrada que diz :”IMMOTUS NEC INERS”(Imóvel mas não inerte).
Tudo que nessa vida se faz, é para alguém, é com alguém. Portanto eu não conseguiria ser o que eu sou e faço, hoje, se não tivesse o apoio e a compreensão, além da admiração do meu marido e companheiro Adão e dos meus filhos, Adalya, Arana e André, dos meus genros Aquiles e Gustavo e da minha nora Ingride.

Sem eles, eu penso que teria muita dificuldade para realizar o meu trabalho. Família é a base, é a sustentação de nossas vidas, é o ponto de partida e chegada, é o inicio, a desenvoltura, a construção de todos os nossos projetos de vida.
Poder voar com nossos sonhos só é possível quando voamos em revoada.
Para mim, arte é vida que se vai colorindo aos poucos, fazendo combinações de cores e texturas, enquadrando aqui e ali, cobrindo  e descobrindo nuances, colocando e retirando de cá e acolá, que se faz e refaz, que se espelha e reflete, que finalmente não se explica, vive-se, mesmo que  “pendurada” abstratamente, na força mais potente do mundo-DEUS. Repetindo Brennand “IMMOTUS NEC INERS.


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

O BOM HUMOR É BOM - SOCORRO SANTOS











Não é brincadeira; é coisa séria;  levanta a autoestima; auxilia no tratamento do stress e da ansiedade; combate a tristeza; melhora a memória; retarda o envelhecimento e aguça a criatividade.
O bom-humor é revigorante para o corpo e para a mente no dia a dia.
O bom-humor é capaz de te levar a administrar a tua vida com mais prazer, mais visão de mundo e com mais força renovadora.
A criatura bem humorada raciocina que ela é a colheita do que pensa e sente, que  ela é responsável pelo que acontece em sua vida, e faz com que ela tenha as respostas (não as verdades) para todas as perguntas e por isso pode sempre mudar de ideia e pensamento.
                                             TORNE-SE UMA PESSOA

                                              BEM-HUMORADA!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

DEVANEIOS - SOCORRO SANTOS









Hoje me coloquei entusiasmada a pensar sobre o tempo, o espaço, a energia, a matéria e a inteligência.
Um dos itens já toma bastante a mente para pensar, imaginem  os cinco de uma vez só!?
Eis a questão: Eu (matéria) só consigo pensar no tempo se tiver um espaço na inteligência (mente) movida por uma energia para essa atitude. Pois bem! Começo a imaginar que é tudo entrelaçado, um depende do outro para ter significância.
O tempo precisa de espaço para ser definido e reconhecido como tal, por alguém em matéria viva, ou seja, carregada de energia que move a inteligência para colocar tudo no seu devido lugar (espaço). O espaço é deduzido pela sua ocupação visível ou não, decifrável ou não, concreta ou não! A energia, como força, impulso, capacidade para mover algo ou alguém, é definida e delimitada pela inteligência conforme a matéria na qual esteja relacionada ou dirigida.
Para minha tranquilidade emocional, rebuscada pela inimaginável competência de saciar a alma com o poder divino, eu capto a força maior da fé para entregar meus pensamentos a Deus, agradecer pela inteligência cósmica que move o mundo, enquanto espaço; o tempo no espaço vida, enquanto horário para me orientar, a matéria, enquanto corpo, para sustentar o sopro vital, hospedando a alma, enquanto energia para encontrar a inteligência que dinamiza os pensamentos, as ações, as atitudes, e enfim, reconhecer que sou criatura do Criador. Só Deus é a resposta para tudo no mundo, na vida.
O meu jeito de ser é de me inebriar no  poder de Deus, para encontrar e sugar a inteligência cósmica divina e viver plenamente feliz, embora com cada pensamento!!!!!.
E pensamento quando não invadido pela consciência universal, depura-se no indivíduo, tornando-o mais vivo e até concreto, enquanto se credita na intuição, valendo-se dela para algumas posições diante do enigma do viver pessoal, pois a consciência universal torna- se popular, tomando lugar, tempo, energia, espaço até se tornar uma verdade.

E a verdade, é concreta?Penso que sim, na medida em que a coloco no tempo, no espaço e a reforço com energia transformando-a em pensamento, enquanto alojada na inteligência individual. Este é meu jeito de ser. Pense!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

MEMORIAL DAS LEMBRANÇAS - SOCORRO SANTOS



Aí eu apanhei aquela caixa de fotos, cartões, bilhetinhos, recados, avisos e convites e comecei a reunir na minha sala, na minha mesa, os amigos, parentes, vizinhos e todos aqueles que de algum modo estão e estiveram na minha vida, na minha história, na minha memória.
Pensei, um dia sentiremos saudades! O meu dia foi hoje e vários outros que se sucederão, até que eu termine de organizar meu álbum, meu book, minha caixa de saudades.
Percebo nas fotos rostos marcados pelo tempo. A nostalgia é companheira. E coloco-me a viajar no tempo através daquelas fotos, daqueles cartões, cartas e bilhetes e eu organizo um desfile na memória.
Não poderia ser de outra forma, mas quem chama a atenção no desfile é minha terra, velha querida Passagem Franca.
Quando na primavera de minha infância degustava da sombra de frondosas árvores, cajueiros, pequizeiros e mangueirais.
Das águas límpidas da Inhuma que corria em silêncio a banhar toda a cidade, embora anônima para muitos, mas a grandeza da natureza não precisa da certeza da contemplação, ela existe por si só e por isso deve ser respeitada.
Então vou me lembrando dos seus caminhos, às vezes quentes, às vezes frios, nunca vazios. Continham a beleza do hospedar a descoberta dos amores, e que por lá ficaram, dos erros, enganos e acertos, das burradas talvez; dos caminhos largos que faziam chegar até aquela pequena cachoeira, onde foi berço de muitos sonhos de infância que permaneceram em sonhos, Lembranças daquele nascer do sol na rua do Campo e do pôr do sol no canavial, que confundiram muitas vezes o meu inocente olhar, a comparar se aquilo mostrava onde começaria e terminaria o mundo.
Ali onde posso afirmar – avistei a felicidade com meus próprios olhos- como se a felicidade pudesse ser vista, olhada e contemplada!
Passagem Franca, lugar de sonhos, e de ilusões talvez! Nos seus caminhos também conheci, alegrias, tristezas, risos e lágrimas. Descobri paixões, amores e amigos.
Ai continuo arquivando minhas imagens, minhas cartas, certa, contudo, de que mesmo retornando aos teus caminhos, não poderei jamais avistá-los como antes.
O tempo passa e só as lembranças ficam e vão rolando na memória o banho de gamela no poço da casa do “seu” Antonio Pessoa e Didica; a Rua do Mandacaru, com seus enigmas e segredos, onde criança não podia passar; a farinhada do “seu” Leandro; a calçada, limpa e misteriosa de D. Matilde, própria para um gostoso e animado “jogo de pedras”; da velha corrente do “seu” Pedro Moreira; da chegada do Pe. Vicente(saudades eternas) em Passagem Franca; da Praça da Maria Paé, um monumento, que jamais deveria ter sido destruída; das “estórias de trancoso”, contadas por D. Pitu; dos jogos de futebol, no campo que ficava em frente a casa do “seu” Antonio Correia. E são tantas as lembranças!
Lembro-me muito bem da Igreja Matriz de São Sebastião; da praça da Igreja, lugar onde muitos amores inocentes começaram e acabaram; das missas e novenas na Igreja ao som inigualável do Coral de mulheres, cujas vozes, ainda, permanecem na memória.
Hoje eu quero reunir os amigos no tapete de minha sala para celebrar a saudade e colocar mais fotos  no álbum da história, da eternidade, reverenciando as aulas no Colégio Estado do Paraná, das inesquecíveis professoras Clóris, Zila, Jacira e da arteira Raimunda do Zé Alfredo que ensinou a costurar destinos e a bordar sonhos, assim como tantas outras.
Hoje vivemos o que amanhã se tornará lembrança, quem sabe, com muita saudade.
A juventude ainda corre em nossas veias, e vem chegando outros luares e quem sabe plantando amoras e construindo lembranças.
Finalmente, a memória de uma infância inconfundível do primeiro amor, do sorriso como o melhor ingrediente de todos os sabores da vida.
Saudosa, sim. Triste, não!
Esse é meu jeito de ser. Saudades saudáveis! E se não fosse?